OS NOVOS FÜHRERS! THE NEW FÜHRERS!

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EUA e OTAN Oficializam Futura Guerra Contra a Rússia



Tanto os Estados Unidos quanto a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) estão em extensivas manobras para uma futura guerra com a Rússia, é o que acreditam diversos analistas com base nas ações de ambos contra o Kremlin.

"A OTAN quebrou publicamente quase todos os laços com a Rússia", declarou o ministro das Relações Exteriores do país, Serguei Lavrov, na terça-feira (16). "Nós não precisaremos fazer isso, porque a OTAN já o fez", disse em uma entrevista ao canal de TV France 24, respondendo à pergunta sobre se a Rússia planejava cortar relações com a aliança.

Segundo Lavrov, a OTAN mantém agora somente relações de Estado com a Rússia.

"Mantiveram o Conselho OTAN-Rússia intacto, mas quebraram todos os mecanismos de cooperação prática, incluindo em relação ao Afeganistão, atividades antiterroristas e alguns outros projetos. Eles congelaram tudo. No entanto, nos pediram silenciosamente para continuar a formação dos pilotos da força aérea afegã fora do formato de cooperação Rússia-OTAN. Em outras palavras, eles queriam continuar um trabalho real, mas anunciaram publicamente que romperam todos os laços. Agem como crianças, mas o que podemos fazer? Às vezes, os adultos brincam com jogos infantis", disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia.

O ano de 2014 foi marcado pela tentativa incansável do governo norte-americano de isolar, alienar e enfraquecer a Rússia, utilizando a Ucrânia como bucha de canhão. E, como os últimos meses mostraram, há pouco que Vladimir Putin e o resto do mundo possam fazer para deter os interesses político-corporativos dos EUA.

Diana Johnstone, do Counterpunch, explica como os EUA fazem uma guerra não só fria, mas gelada, contra a Rússia em artigo da Revista Fórum traduzido por Vinicius Gomes e disponibilizado na íntegra abaixo.

Em 2014, os Estados Unidos agiram dentro de um cenário montado para: 1) reassumir o controle norte-americano sobre a Europa, bloqueando o comércio entre União Europeia e Rússia; 2) levar a Rússia à falência; e 3) livrar-se de Vladimir Putin e substituí-lo por um fantoche, como o falecido beberrão, Boris Yeltsin. Os últimos dias deixaram claro o lado sórdido da guerra econômica dos EUA contra a Rússia.
Tudo começou com um importante encontro internacional sobre o futuro da Ucrânia, em setembro de 2013, onde o principal tópico versava sobre a revolução do gás de xisto, que os EUA esperavam usar para enfraquecer a Rússia. O ex-secretário de energia norte-americano, Bill Richardson, estava na reunião para fazer a “venda”, sendo aplaudido por Bill e Hillary Clinton. Washington esperava usar suas técnicas de fracking para fornecer um substituto às fontes de gás natural, tirando a Rússia do mercado.
Mas esse truque não cumpriria seu objetivo, dependendo apenas do sacrossanto “mercado”, uma vez que o fracking é mais caro que a extração do gás russo. Uma enorme crise era necessária para distorcer o mercado com pressões políticas. Com o golpe de Estado, em 22 de fevereiro, arquitetado por Victoria Nuland, os EUA tomaram efetivamente o controle sobre a Ucrânia, colocando no poder o seu representante, Arseniy Yatsenyuk, ou apenas “Yats”, que promoveu a adesão ucraniana à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Essa ameaça direta à base naval russa na Crimeia conduziu ao referendo que devolveu à Rússia, de maneira pacífica, a península que historicamente lhe pertenceu. Mas o coro conduzido pelos EUA condenou tal retorno como uma “agressão militar da Rússia”. Essa ação defensiva é utilizada pela Otan como uma prova das intenções de Putin em invadir seus vizinhos europeus, sem motivo algum.
Enquanto isso, a “invasão” econômica dos EUA passou despercebida.
A Ucrânia possui algumas das maiores reservas de gás xisto da Europa. Assim como outros europeus, os ucranianos se colocaram contra o uso do fracking por conta dos danos ambientais em suas terras, mas, diferente de outros países, a Ucrânia não possui qualquer legislação restritiva quanto a isso. A Chevron já está no páreo, assim como R. Hunter Biden, o filho do vice-presidente dos EUA, que está na banca de diretores da Burisma Holdings, a maior produtora privada de gás na Ucrânia.
O jovem Biden estará no comando da unidade legal da Burisma para contribuir com sua “expansão internacional”. A Ucrânia também possui um solo fértil. A Cargill, gigante norte-americana do agronegócio, é particularmente ativa no país, investindo em elevadores para grãos, ração animal, uma enorme produção de ovos e um escritório de negócios chamado UkrLandFarming, assim como no porto de Novorossiysk, no Mar Negro. O também muito ativo Conselho de Negócios EUA-Ucrânia inclui executivos da Monsanto, John Deere, CNH Industrial, DuPont, Eli Lilly&Company.
A Monsanto planeja construir uma “instalação de sementes de milho não-modificados geneticamente” de 140 milhões de dólares, evidentemente almejando o tímido mercado transgênico na Europa. Foi em uma reunião patrocinada pela Chevron, nesse Conselho comercial, que Victoria Nuland mencionou, em seu discurso, os cinco bilhões de dólares gastos pelos EUA nos últimos 20 anos para conquistar a Ucrânia.
Em 2 de dezembro, o presidente Petro Poroshenko nomeou três estrangeiros como ministros: um norte-americano, um lituano e um georgiano. Alguns minutos antes da nomeação, ele concedeu a estes a cidadania ucraniana: a norte-americana Natalie Jaresko é a nova ministra das finanças do país. Vinda de uma família com origens ucranianas e formada pelas universidades de Harvard e DePaul, Jaresko saiu do departamento de Estado para Kiev, quando a Ucrânia conquistou sua independência da União Soviética, com o objetivo de chefiar o departamento econômico da recém-inaugurada embaixada dos EUA. Três anos depois, ela saiu da embaixada para comandar a Western NIS Enterprises Fund, financiada pelo governo norte-americano. Em 2004, ela estabeleceu seu próprio fundo de equidades. Como apoiadora da Revolução Laranja de 2004, ela serviu como “laranja” do presidente Viktor Yushchenko no Conselho para Investimentos Estrangeiros.
O banqueiro lituano Aivaras Abromavicius é o novo ministro da Economia, colocando a política econômica do governo claramente sob influência dos EUA – ou até sob seu controle. O novo ministro da Saúde, Aleksandr Kvitashvili, da Georgia, é educado nos EUA e não fala ucraniano. Ele já havia servido no mesmo cargo em seu país nativo, quando o fantoche norte-americano Mikheil Saakashvili foi presidente.
A presença dos EUA na economia da Ucrânia está agora completa. O cenário foi montado para começar as ações de fracking,provavelmente transformando Hunter Biden no mais novo oligarca da Ucrânia. Ninguém está mencionando isso, mas o controverso acordo comercial entre a União Europeia e a Ucrânia, cujo adiamento impulsionou os protestos na praça Maidan – que culminaram com o golpe de Estado em fevereiro –, removeu barreiras comerciais, permitindo a entrada das exportações agrícolas da Ucrânia, produzidas por corporações norte-americanas, nos outros países europeus.
O governo ucraniano está profundamente endividado, mas isso não evitará que tais corporações tenham enormes lucros à custa dos salários baixos e mercado desregulado da fértil Ucrânia. Os países produtores de grãos na Europa, como a França, podem ser severamente prejudicados pela competição barata. O ataque do governo russofóbico de Kiev no leste ucraniano está matando o setor industrial do país, cujos mercados estão na Rússia. Mas para os chefões do governo, no oeste ucraniano, isso não importa: a morte de uma indústria velha pode manter os salários baixos e os lucros altos.
Logo que os EUA tomaram controle da economia ucraniana, Putin anunciou o cancelamento do projeto de gasoduto South Stream, cujo acordo havia sido assinado em 2007 entre a Gazprom russa e a petroquímica italiana ENI, como maneira de garantir a entrega do gás russo aos países do Balcãs, Áustria e Itália – circundando a Ucrânia, que se provou nada confiável como um país de trânsito, por conta de suas repetidas falhas em pagar suas contas ou desviando o gás destinado para a Europa, para seu próprio uso. A alemã Wintershall e a francesa EDF também haviam investido no projeto South Stream.
Nos meses recentes, representantes norte-americanos passaram a colocar pressão nos países europeus envolvidos para saírem do acordo da South Stream, que era um potencial “salva vidas” para a Sérvia, por exemplo, que continua empobrecida desde os bombardeios da Otan e a privatização barata de suas indústrias para países estrangeiros. Além disso, o governo sérvio em Belgrado resistiu aos alertas que o país deveria se juntar à política externa da UE contra a Rússia, se quisesse garantir seu status de candidato à adesão do bloco.
O “elo fraco” era a Bulgária, que também se beneficiaria como país de trânsito para o gasoduto. Na capital búlgara Sofia, a embaixadora norte-americana Marcie Ries passou a ameaçar os empresários búlgaros de que eles poderiam se prejudicar se fizessem negócios com empresas russas, que estão sob sanções. O presidente de saída da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, de Portugal, também ameaçou a Bulgária por seus contratos da South Stream. Finalmente, o deputado John McCain, ex-candidato à presidência dos EUA, voou até Sofia para forçar o primeiro-ministro búlgaro Plamen Oresharski a sair do acordo, deixando a South Stream “perdida” no Mar Negro sem um ponto de entrada no continente através dos Bálcãs.
Isso tudo é muito cômico, considerando o mote propagandista favorito dos EUA contra a Rússia: de que a Gazprom é uma nefasta arma política usada por Putin para “coagir e intimidar” a Europa. A única evidência para tal é que a Rússia tem repetidamente exigido, em vão, que a Ucrânia pague suas já atrasadas contas do gás.
O cancelamento da South Stream é mais um golpe da Otan contra a Sérvia. O primeiro-ministro sérvio Aleksandar Vucic lamentou a perda da South Stream afirmando: “Nós estamos pagando o preço por um conflito entre grandes potências”. Os parceiros italianos do acordo também ficaram muito insatisfeitos com as enormes perdas, mas os oficiais da UE, assim como a mídia, estão jogando a culpa em Putin – como sempre.
Talvez, quando você é repetidamente insultado e não se sente “bem-vindo”, você vai embora. Putin levou seu projeto de gasoduto aos turcos e, imediatamente, o vendeu para o primeiro-ministro Recep Erdogan. Isso parece ser um bom negócio para a Rússia e Turquia, mas a verdade sobre o caso ainda é obscura.
As reservas naturais da Rússia são usadas como meio de coerção? Se Putin pudesse usar a Gazprom para mudar a política de Erdogan para com a Síria, e acabar com sua determinação em tirar Bashar al-Assad do poder, tendo como ganho a derrota dos fanáticos do Estado Islâmico, tal acordo teria um excelente resultado. Mas, até agora, não há sinais de que seja o caso.
A mudança dos Bálcãs para a Turquia aprofunda ainda mais o abismo entre a Rússia e a Europa Ocidental, que em longo prazo prejudicará os dois. Mas isso também aumenta a desigualdade econômica entre o Norte e o Sul europeus: a Alemanha ainda recebe suas entregas de gás russo, principalmente por conta de a co-autoria do projeto Nord Stream com Putin ter sido o ex-chanceler alemão Gerhard Schoreder. Mas os países da Europa mediterrânea, já afundados em uma crise causada pelo euro, foram deixados “ao relento”. Essa reviravolta de eventos pode contribuir para uma revolta política que está crescendo nesses países.
Ao passo que vozes estão se elevando na Itália, reclamando de que as sanções contra a Rússia estão prejudicando a Europa, mas deixando os EUA intocados, os europeus podem encontrar conforto nas ternas palavras do laureado com o Nobel da Paz sentado na Casa Branca, que exaltou a União Europeia por “fazer a coisa certa”, apesar de isso “ser duro para a economia europeia”.
Em um discurso para empresários corporativistas, em 3 de dezembro, Barack Obama disse que as sanções tinham a intenção de mudar a “mentalidade” de Putin, mas não achava que isso iria acontecer. Ele está esperando que os “políticos na Rússia percebam o que está acontecendo na economia” e é por isso que eles continuarão com as sanções. Isso foi outra maneira de dizer que roubar o mercado de gás natural da Rússia, forçar a Europa a aplicar sanções e conseguir com que os fantoches norte-americanos na Arábia Saudita inundassem o mercado com petróleo para derrubar seu preço – tudo isso com a intenção de fazer o povo russo jogar a culpa em Putin e, finalmente, se livrar dele. Em resumo, uma mudança de regime.
No dia seguinte, 4 de dezembro, a Câmara dos Deputados nos EUA expôs, de maneira oficial, o motivo por trás da bagunça, daquilo que é, provavelmente, a pior resolução legislativa a ser adotada: a Resolução 758.
Tal resolução é um compêndio de todas as mentiras lançadas contra Vladimir Putin e Rússia, em 2014. Provavelmente, nunca antes tantas mentiras foram reunidas em um único documento oficial e, ainda assim, essa propaganda de guerra foi aprovada por 411 votos a 10. Se, apesar desse clamor por guerra entre duas potências nucleares, ainda existirem historiadores no futuro, eles devem julgar tal resolução como prova da total falência da inteligência, honestidade e senso de responsabilidade do sistema político que Washington está forçando goela abaixo ao resto do mundo.
O congressista Ron Paul escreveu uma excelente análise desse vergonhoso documento intitulado “Congresso inconsequente declara guerra contra Rússia”. Seja lá o que se pense sobre as políticas domésticas de Paul, no campo internacional, ele se destaca como uma solitária – extremamente solitária – voz racional.
Após uma longa lista de mentiras, insultos e ameaças, percebe-se o lado comercial dessa perigosa campanha. A Câmara pede que os países europeus “reduzam a habilidade da Rússia em usar seu suprimento de energia, como forma de aplicar pressões político-econômicas em outros países” e “urge ao presidente que autorize a exportação de gás natural liquefeito para a Ucrânia e outros países europeus”.
O Congresso está pronto para se arriscar e até promover a guerra nuclear, mas o resumo disso é uma maneira de roubar o mercado de gás natural da Rússia, substituindo-o com aquilo que até agora não passa de um blefe: o gás de xisto através do fracking norte-americano.
Pior que a Guerra Fria
Os neoconservadores que manipulam os inábeis políticos norte-americanos não colocou o mundo em uma nova Guerra Fria: isso é muito pior. A longa rivalidade com a União Soviética se manteve “fria” por conta do princípio da Destruição Mútua Assegurada. Tanto Washington quanto Moscou sabiam perfeitamente que uma guerra “quente” significaria o uso de mísseis nucleares que destruiriam a todos.
Dessa vez, os EUA acham que já “venceram” a Guerra Fria e parecem embriagados com um senso de autoconfiança de que o podem fazê-lo novamente. Os norte-americanos estão renovando a força de suas armas nucleares e construindo um “escudo nuclear” na fronteira russa, cujo único propósito é dar aos EUA a capacidade de atacar primeiro – a habilidade de acabar com qualquer chance de retaliação russa contra um ataque norte-americano. Isso não vai acontecer, mas enfraquece a paz.
O perigo de um confronto direto entre as duas potências nucleares é, na realidade, muito maior do que na época da Guerra Fria. Nós estamos agora em uma “Guerra Gelada”, pois nada que os russos digam ou façam terá algum efeito. Os neoconservadores, que fabricam a política dos EUA por trás das cortinas, inventaram uma história totalmente ficcional sobre a “agressão” russa – que o presidente dos EUA, a grande mídia e agora o Congresso aceitaram e aprovaram. Os líderes russos responderam com honestidade, verdade e bom senso – permanecendo calmos, apesar dos ataques contra eles. Porém, isso não lhes fez nada bem. As posições estão congeladas. Quando a razão falha, aparece a força. Mais cedo ou mais tarde.


No início de dezembro, o ex-congressista norte-americano Ron Paul, opositor ferrenho da política anti-Rússia dos EUA, afirmou que seu país está fazendo propaganda de guerra com suas ações.

O ex-congressista fez dura crítica contra a resolução anti-russa 758, aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos, chamando-a de "o pior documento legislativo na história."

"O documento, que afirma que a Rússia é uma ameaça aos Estados Unidos e à segurança internacional, é uma propaganda de guerra", disse o político em entrevista ao RT.

Paul explicou a adoção da resolução pelo fato de que "ninguém lê o projeto de lei", e o próprio documento, na opinião do político, "foi criado em umas poucas horas antes da reunião."

Segundo o político, este fato é o que explica os erros no projeto de lei. “A resolução que diz que é preciso punir os russos porque eles são tão ruins, impuseram sanções contra a Ucrânia e tentam minar a economia ucraniana [...] Só faz rir", disse Paul.

Além disso, o político acredita que a OTAN e União Europeia organizaram um golpe de Estado e derrubaram o presidente legalmente eleito da Ucrânia. Paul também pensa que as sanções podem ter um efeito bumerangue para os EUA.


Configura-se um estado pré-guerra. Não é preciso saber muito de História para lembrar que as maiores agressões, as guerras mais sangrentas e dizimadoras, como a do Vietnã e da Coreia, foram incitadas e iniciadas pelos Estados Unidos exercendo seu "direito de defesa contra um inimigo que ameaça a segurança mundial".

A reaproximação de Cuba depois de 53 anos de um embargo imposto pelos EUA à ilha que se recusou a se entregar ao domínio ianque e elegeu Fidel Castro como seu líder é só mais um sinal da iminente guerra EUA-Rússia. No passado, Cuba era apoiada economicamente pela Rússia da União Soviética, algo que não pode ser permitido no confronto vindouro.

Depois de 53 Anos, EUA e Cuba Reatam Relações; Washington Já Pensa no Interesse Comercial e na Guerra EUA-Rússia



O presidente dos EUA, Barack Obama, fez um discurso sobre a melhoria das relações entre os Estados Unidos e Cuba na manhã de hoje (17). Obama e Raúl Castro estavam em negociações secretas desde o início de 2013, as quais chegaram aos termos definidos e apresentados simultaneamente nos meios de comunicação norte-americanos e cubanos, com cada presidente se dirigindo a seu país.

Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, afirmou, na Cúpula do Mercosul, se tratar de uma retificação histórica.

A Casa Branca pretende normalizar as relações diplomáticas plenas com Cuba através da abertura de uma embaixada e facilitando restrições econômicas e de viagens. Obama disse que as sanções dos Estados Unidos contra a ilha não foram eficazes, e, portanto, era hora de os EUA restabelecerem relações diplomáticas com a nação.

"Elas [regime de sanções] tiveram pouco efeito [em Cuba] além de fornecer ao governo cubano o mínimo necessário e impor restrições a seu povo", disse Obama.

Obama vai se envolver com o Congresso para levantar o embargo a Cuba como parte de um avanço diplomático para estabelecer relações diplomáticas com a ilha.

"O embargo que foi imposto há décadas está agora codificado em legislação", disse Obama. "Com o desdobramento das mudanças, estou ansioso para me envolver com o Congresso em um debate honesto e sério sobre o levantamento do embargo."

O presidente disse também que os EUA vão abrir uma embaixada em Havana e cooperar com Cuba em áreas de interesse mútuo. "Os Estados Unidos vão restabelecer a embaixada em Havana e altos funcionários visitarão Cuba, onde poderemos avançar nos interesses comuns. Nós cooperaremos em questões como saúde, migração, luta contra o terrorismo, tráfico de drogas e resposta a desastres", disse Obama.

O presidente norte-americano afirmou que Cuba será acolhida pelos EUA na Cúpula das Américas. "Em abril do próximo ano, estamos preparados para que Cuba se junte a outras nações do hemisfério na Cúpula das Américas", Obama mencionou em seu discurso. "Mas vamos insistir para que a sociedade civil se junte a nós para que os cidadãos, e não apenas os líderes, moldem o nosso futuro".

A exclusão de Cuba da Cúpula das Américas tem sido um ponto sensível nas relações dos EUA com a América Latina. Na 6ª Cúpula das Américas, em 2012, os líderes latino-americanos criticaram a política dos EUA em relação a isso e exigiram que Cuba participasse em 2015.

Os dois países vão cooperar em uma série de questões financeiras. Instituições norte-americanas terão permissão para abrir contas em Cuba e viajantes dos EUA poderão usar seus cartões de crédito e débito na ilha.

A nova política delineada por Obama também irá aumentar a quantidade de dinheiro que os cubanos que vivem nos EUA podem enviar a seus parentes em Cuba. O valor vai aumentar de US$ 500 por trimestre para US$ 2.000, informou a AFP.

No passado, as viagens a Cuba eram restritas. Apenas um punhado de pessoas, incluindo jornalistas, acadêmicos, funcionários públicos e pessoas com familiares de primeiro grau tinham a oportunidade de viajar para Cuba. Com a nova política, o aviso antecipado não será mais necessário e será mais fácil ir a Cuba. Além disso, os cidadãos norte-americanos que viajarem a Cuba serão capazes de trazer de volta até US$ 400 em bens, incluindo US$ 100 de tabaco e álcool, disse a AFP.

Obama prometeu aumentar as telecomunicações na ilha. Os EUA vão fornecer e autorizar dispositivos de telecomunicações. Provedores de telecomunicações serão capazes de fornecer serviços de internet.

O restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países foi acompanhada da libertação de três presos cubanos em troca do americano Alan Gross e de um um espião norte-americano. O agente de inteligência dos Estados Unidos, preso por quase 20 anos, foi liberado mais cedo hoje, juntamente com Gross.


AS VERDADEIRAS RAZÕES DO EMBARGO

Apesar dos delírios norte-americanos de que "Cuba representava um perigo ao mundo civilizado", o motivo do embargo foi simplesmente uma vingança infantil dos presidentes norte-americanos Harry Truman e Dwight Eisenhower.

Os EUA tinham interesses em Cuba desde a sua independência oficial da Espanha em 1902 e gradualmente ganhou uma posição dominante sobre a economia e política da ilha. A maioria dos investimentos na ilha, assim como exportações e importações cubanas, foram controlados pelos Estados Unidos.

Durante a Revolução Cubana em 1959, as novas autoridades da ilha, lideradas por Fidel Castro, começaram a nacionalizar as propriedades das corporações norte-americanas, o que levou à deterioração das relações entre os dois países e a proibição subsequente sobre o comércio e viagens para Cuba, introduzido pelos Estados Unidos. Em suma, se Cuba ficou "parada no tempo", isso se deve exclusivamente ao comportamento destrutivo e vingativo dos EUA.

Naquela época, a União Soviética foi o principal parceiro econômico e político de Cuba. Isso acarretou em diversos problemas e mais embargos. Após o colapso da União Soviética, as elites políticas dos Estados Unidos e Cuba começaram a desfrutar novamente de alguma convergência.

Cuba experimentou algo que está se tornando comum no cenário atual: os EUA, quando desafiados ou proibidos de se apossar de bens de outras nações, reage com restrições. Ações do tipo são vistas hoje com os embargos impostos à Coreia do Norte e à Rússia, além de refletir minimamente, mas o suficiente, nas nações nacionalistas, as quais não querem se vender aos EUA, da América do Sul como o Brasil.


AS VERDADEIRAS RAZÕES DA REAPROXIMAÇÃO

Alguns eventos mundiais despertaram certa desconfiança quanto aos reais motivos de querer Cuba de volta ao cenário norte-americano em um tom de urgência. Entre os principais, a iminente guerra EUA-Rússia é o que mais preocupa.

No início de dezembro, os EUA firmaram acordos e voltaram a afirmar que "uma guerra com outra grande nação não está descartada". Tal "outra grande nação" é a Rússia, que vem desafiando o poderio econômico, político e armamentista dos Estados Unidos há alguns anos. O sentimento da necessidade de uma guerra para restabelecer a hegemonia norte-americana cresceu ainda mais quando a Rússia propôs e fundou o atual BRICS. A gota d'água foi a criação do Banco do BRICS em julho deste ano. Em caso de guerra, Cuba tem uma posição estratégica no globo, além de ser um apoio extra aos EUA em termos de forças humanas.

Mas há ainda outro ponto muito relevante na visão dos Estados Unidos - o Porto de Mariel, construído em conjunto com o Brasil e dado pelo mundo econômico como um dos mais importantes pontos comerciais do futuro próximo (exceto, claro, no Brasil, onde a mídia fascista não reconhece isso - mas até a FOLHA teve de dar o braço a torcer). Em tese, se os EUA ganharem o controle do Porto de Mariel, que atualmente é do Brasil, será eliminada a influência da Rússia na ilha e cortadas as relações comerciais com o BRICS.

Essa medida faz parte do plano de desestabilização do Rublo, moeda russa, proposto pelo Senado dos EUA e assinado por Obama. Com a indexação de Cuba aos países que apoiam os EUA, mais um passo é dado em direção à guerra.

Senado dos EUA Aprova Lei Para Evitar Falência do País



Washington (CNN) - O Senado aprovou uma medida de gastos de US$ 1,1 trilhão na noite de sábado (13) para financiar o governo e remover a ameaça de uma paralisação por grande parte de 2015.

O voto bipartidário envia o projeto de lei ao presidente Barack Obama, que deve assiná-lo.

O ocorrido encerra um capítulo de mais uma batalha fiscal no Capitólio. Ele veio depois de tentativas de adiar a legislação pelos liberais que buscavam retirar uma disposição política que facilita a regulação de Wall Street e os conservadores que tentaram retardar a ação sobre a imigração.

Na verdade, o Senado não teria sessão neste fim de semana se não fosse por um pequeno grupo de conservadores que sabotaram um acordo firmado pelo líder democrata Harry Reid e o líder republicano Mitch McConnell, que queria votar o projeto de lei na segunda-feira. O movimento para minar um acordo entre os líderes do Senado é altamente incomum e pode refletir a dificuldade de se definir prioridades.

"Cada candidato republicano em todo o país vai fazer tudo humanamente possível para parar a anistia ilegal do presidente Obama", disse o senador Ted Cruz. Já os democratas aproveitaram a sessão de sábado para começar os procedimentos de votação para indicação 24 novos assessores para o ano de 2015. Um assessor da liderança democrata disse que alguns dos nomeados provavelmente não receberão votos por causa do tempo disponível para tal e porque os senadores estão se preparando suas férias.

Além de manter o governo aberto, o projeto de lei de gastos inclui dezenas de disposições de ordem de longo alcance. Ele bloqueia uma lei aprovada pelos eleitores no Distrito de Columbia, que legaliza a maconha e desponta um programa de merenda escolar defendida por primeira-dama Michelle Obama.


NO BRASIL, DUAS MEDIDAS: O PiG EM AÇÃO

Enquanto a imprensa nacional vem elogiando o "esforço do Senado norte-americano para manter a soberania do país", ela tem críticas negativas quando se trata da soberania do nosso país.

Dilma e o Senado aprovaram lei parecida no início de dezembro, evitando que diversos programas sociais e governamentais tivessem de ter gastos reduzidos em 2015. É claro que a Globosta não gostou e resolveu mentir mais do que já fez com suas notícias falsas na VEJA para tentar fazer parecer que a medida era "um absurdo".

Dois pesos, duas medidas. No Brasil, não vale à pena investir; para os EUA, vale até ficar de quatro.

Globo e Anti-Nacionalistas Querem Vender Petrobrás e o Pré-Sal a Preço de Banana Para os EUA, Por Isso Inventaram a "Queda"

Estamos vivendo novamente no Brasil uma época em que os fascistas da direita estão fazendo de tudo para denegrir a imagem do país que mais cresceu entre os em desenvolvimento de 2003 a 2014 - e, mais importante, diminuiu 75% da pobreza e 50% da fome neste mesmo período.

FHC tentou vender a Petrobras aos EUA em 1995 - se o tivesse feito, agora pagaríamos muito mais caro pelos produtos da que seria renomeada Petrobrax. Também é de conhecimento comum que FHC sabotou nosso programa de desenvolvimento tecnológico.

Agora, a Globo se une à corja para divulgar notícias falsas e promover o ódio, coisa que sabem fazer muito bem. Estão divulgando incessantemente que "as ações da Petrobras caíram bruscamente por causa da corrupção", tentando fazer as mesmas caírem ao ponto em que a única solução do governo seria vendê-las (nosso governo não é bobo a esse ponto, não se preocupem).

Mas por trás das falsas acusações do PiG, a verdade é que a crise econômica mundial voltou a assombrar diversas empresas do setor petrolífero, as quais tiveram quedas bruscas e inéditas no valor de suas ações nos últimos dias. Tudo faz parte de um plano dos EUA junto aos sultões da Arábia Saudita para desvalorizar o petróleo e comprá-lo barato para armazenamento prévio em resposta à possível guerra EUA-Rússia nos próximos anos. No Brasil, Aécio, FHC, Lobão e sua corja já estão de quatro e oferecendo tudo - tudo! - a Barack Obama para fomentar seu golpe nazista.

Entender como a Arábia Saudita pensa no lucro futuro desvalorizando no presente não é difícil, como explica matéria do Pragmatismo Político que segue na íntegra.


Como a Arábia Saudita tem forçado a queda no valor do barril do petróleo e como isso está impactando nas empresas energéticas do mundo e em diversos países, principalmente Rússia e Irã
Por Vinicius Gomes
Existem muito mais coisas a respeito das manchetes pessimistas que destacam a queda nas ações da Petrobras que em um exercício de preguiça intelectual, associam a desvalorização da estatal exclusivamente às investigações de corrupção escancaradas pela operação Lava Jato da Polícia Federal, sem levar em consideração que a Petrobras, assim com todas as outras companhias petrolíferas, está à mercê da especulação do mercado e às inconstâncias dos movimentos geopolíticos de diversos personagens que envolvem o “ouro negro”.
oil_stocksUma rápida checada pelas notícias matinais de hoje (16), revelam que as ações da Bolsa de Valores de Dubai fecharam com suas maiores baixas no ano. Assim como a bolsa de índices de futuro dos EUA. Segundo o portalBloomberg, o mercado europeu teve seu sétimo dia consecutivo de queda, as ações de mercados emergentes recuaram e o rublo se desvalorizou 80 para 1 em relação ao dólar, mesmo com o banco central russo decidindo por elevar sua taxa de juros de 10,5% para 17%. Entre ontem e hoje, as ações de três de empresas estrangeiras como ExxonMobbil, Chevron e Shell também sentiram os efeitos da inconstância do mercado (figura ao lado).
Muitos interpretam a decisão da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) ee manter a sua meta de produção em 30 milhões de barris ao dia, mesmo diante de preços mais baixos nos últimos meses, como uma tentativa de conter o avanço da exploração de petróleo dos EUA por fracking – o que fez com que o país atingisse seu maior nível de produção em 30 anos, e assim, diminuindo a importação de petróleo por parte dos norte-americanos.
Mas seria apenas isso que explicaria a ansiedade para com a queda nos preços do petróleo? Quais seriam então as reais forças por trás dessa queda?
Arábia Saudita: o país por trás da cortina
Desde final de outubro desse ano, os preços do petróleo despencaram, fazendo com que os países produtores viram seus investimentos ameaçados quando as cotações nos grandes centros tombaram aos níveis mais baixos desde novembro de 2010, ao mesmo tempo em que os governos viram aumentar muito a pressão sobre os equilíbrios comercial e fiscal das contas públicas.
Em artigo publicado no The Guardian, Larry Elliot afirma que a manobra de os EUA usarem a Arábia Saudita para inundarem o mercado com petróleo, a fim de derrubar o seu preço, tem dois alvos: Rússia e Irã.
De acordo com Elliot, os especialistas apostam que a nova manobra tem como objetivo colocar pressão em Teerã e Moscou, que são economicamente dependentes de exportações de petróleo, para que estes diminuam seu apoio ao regime de Bashar al-Assad – no caso da Rússia a ação também visa enfraquecer sua vontade política na questão da Ucrânia. A manobra arriscada assume que os sauditas possam viver com o preço baixo do barril do petróleo por mais tempo que os russos e os iranianos possam.
A Arábia Saudita, que produz cerca de 10 milhões de barris por dia (um terço do que todos os países da Opep produzem) já havia afirmado estar “confortável” com o preço do petróleo abaixo de 90 dólares, e talvez abaixo de 80 dólares, por até dois anos. Outros países que ainda continuariam superavitários – levando em consideração o seu preço de equilíbrio fiscal – com o preço baixo do barril seria Kuwait, Qatar e Emirados Árabes Unidos. Já o Irã…
O preço de equilíbrio fiscal é o preço mínimo de petróleo que mantém equilibradas as contas públicas dos principais países exportadores de petróleo. De acordo com o professor André Ghirardi, a importância de se levar isso em consideração se dá porque quando os preços estão acima do nível de equilíbrio fiscal, os países exportadores acumulam reservas; o contrário ocorre quando petróleo cai abaixo desse nível: “Nos países onde o petróleo é a principal fonte de receitas tributárias e produto de exportação, a arrecadação com a venda do produto garante o pagamento de salários, de benefícios previdenciários, e os investimentos na infraestrutura de serviços públicos. A queda brusca na receita pode frear o gasto público e gerar insatisfação, ou mesmo instabilidade social e política”.
É possível, uma vez que a Arábia Saudita usar o petróleo como arma diplomática está longe de ser novidade: aconteceu em 1973 durante a guerra do Yom Kippur; em 1980 para desestabilizar o regime de Saddam Hussein e agora, tal ação teria sido acordada entre o secretário de estado dos EUA John Kerry e o rei saudita Abdullah em setembro passado, para que a Arábia Saudita vendesse seu petróleo com preços abaixo do mercado. “Isso ajudaria a explicar por que os preços continuaram a cair em uma época, onde o caos, causado pelo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, faria com que o preço subisse”, escreveu Elliot.
Os efeitos destrutivos e desestabilizadores dessa ação por enquanto está limitada à queda nas ações de diversas empresas petrolíferas como ExxonMobbil, Chevron, Shell e, claro, a Petrobras – entre outras. Para o jornalista Mike Whitney, os sinais de “contágio” no mercado financeiro já se tornaram claros, quando “na última semana a queda nos preços passaram a ter impacto em mercados de créditos, onde os investidores estão se livrando de qualquer coisa que pareça ‘instável’”.
Conforme escreveu Whitney, a insurgência liderada pelos sauditas colocou as ações globais em queda vertiginosa e disparado um pânico nos mercados de créditos, “enquanto Washington mantém um resoluto silêncio [...] naquilo que só pode ser descrito como um ato deliberado de terrorismo financeiro”.

Paulo Henrique Amorim, em seu Conversa Afiada, ajuda a complementar a informação.



Quem teve o dissabor de ler o PiG nessa manhã de terça-feira (16/12) assistiu a um melancólico emprego do que certo lord inglês, professor de Economia, enunciou como a “falácia da composição”: uma propriedade das partes ser aplicada ao todo.

Os notáveis colonistas pigais (ver no ABC do C Af) descreveram o “derretimento” das ações da Petrobras e a queda da Bolsa – o todo da falácia – como resultado da “desenfreada  corrupção” – a parte – que infeccionou irremediavelmente a empresa que eles querem ver dirigida pelo notável Adriano Pires.

É fácil desmontar a falácia.

As Bolsas desabaram no mundo todo.

As ações das empresas petrolíferas desabaram no mundo todo.

A moeda dos países produtores de energia, como o Brasil, caíram no mundo todo: o rublo russo chegou a se desvalorizar 8%.

Como o Real.

O centro do raciocínio falacioso é transferir a Petrobras e o Brasil para o planeta Marte e fazer de conta que a decisão da Arábia Saudita de derrubar os preços do petróleo não atinge o Brasil.

Os falaciosos, tão Colonizados, que não soltam um pum sem consultar os Oráculos Metropolitanos, de repente esquecem os mercados de Londres e Nova York:


http://www.nytimes.com/2014/12/16/business/daily-stock-market-activity.html?ref=business

Navalha
Vale a pena ver o que diz esse boletim diário dos interesses dos bancos que operam na Inglaterra e nos Estados Unidos, o jornal inglês Financial Times.
(Ele e a revista Economist disputam em batalha sangrenta o papel de melhor representante dos interesses da City, que se transformou no maior paraíso fiscal do Planeta ! Começar pelo maravilhoso campeonato inglês de futebol. Ali, até o bandeirinha se lava !)
Quase US$ 1 trilhão de projetos futuros em petróleo correm risco, depois da queda de quase US$ 60 no valor do barril.
É possível que o risco ameace o equivalente a 8% da demanda mundial de petróleo.
E, como diz a diretora-gerente do FMI, Lagarde, isso pode ser uma boa noticia: porque o aumento do consumo dos que não tem petróleo será maior do que a queda do consumo dos que tem.
Portanto, a se acreditar no Financial Times, no banco Goldman Sachs – autor da analise – e no FMI – a Santíssima Trindade Neolibelês – essa “crise” pode ser benvinda.
E, de mais a mais, quem disse que o pré-sal brasileiro é inviável com o preço do barril agora mais baixo ?
O Adriano Pires ?
Almost $1tn of spending on future oil projects is at risk after a brutal plunge in crude prices to nearly $60 a barrel, Goldman Sachs has warned.
Any cancellation of these developments would deprive the world of 7.5m barrels a day of new output over the coming decade — or 8 per cent of current global oil demand.
(…)
when oil prices fall, there is no iron law that enhances global economic growth. The main effect is a huge redistribution from oil producers, who receive less for the effort of extracting the black gold, to consumers who benefit from cheaper transportation and energy, enabling them to spend more money on other goods and services or to save their windfall.
Most economists still agree with Christine Lagarde, IMF managing director, who this month said that “it is good news for the global economy”. The positive effect on growth should arise because oil consumers tend to spend more of their gains than oil producers cut their consumption.



Em tempo: por que a Dilma não compra ações da Petrobras em Nova York, pelo preço que o FHC vendeu – ou seja, a preço de Vale ?


Paulo Henrique Amorim







A Vergonha que Bolsonaro - E Quem o Apoia - Causa ao Brasil



Depois dos patéticos episódios fascistas de Jair Bolsonaro (PP) contra Maria do Rosário (PT), a imprensa internacional resolveu mostrar ao mundo a vergonha brasileira - o comportamento machista, misógino e odioso do ex-militar apoiador da ditadura.

O jornal francês Le Monde publicou matéria, em 12 de dezembro, intitulada "Homofóbico, misógino, racista ... Jair Bolsonaro, deputado brasileiro que se atreve tudo".

Em matéria conduzida por Glenn Greenwald e Andrew Fishman, do norte-americano The Intercept, que pode ser lida na íntegra aqui (em inglês), todos os podres de Bolsonaro são expostos, mostrando ao mundo o tipo de escória que alguns eleitores apoiam e querem ajudar a dar um golpe de estado no governo legítimo do Brasil.

Segue tradução na íntegra.

Na Câmara dos Deputados federais do Brasil na terça-feira, Maria do Rosário - deputada federal desde 2003 pelo Partido dos Trabalhadores (PT) do ex-presidente Lula da Silva, que também é ex-ministra dos Direitos Humanos sob a presidência de Dilma Rousseff - levantou-se para louvar a Comissão Nacional da Verdade. Essa Comissão estava se preparando para lançar um relatório completo sobre as violações sistemáticas dos direitos humanos cometidas pela ditadura militar apoiada pelos EUA que governou o país por duas décadas até 1985. A deputada do Rosário descreveu a ditadura militar como uma fonte de "vergonha absoluta" e condenou-a pelo uso de assassinato, tortura, abuso sexual, e outros tipos de violência contra dissidentes. O relatório da Comissão foi lançado ontem na presença de Dilma Rousseff, que foi presa e torturada pelo regime militar.
Depois que do Rosário deixou o pódio, Jair Bolsonaro - um congressista de direita desde 1990 que serviu o exército durante a ditadura e ainda é um ardente defensor dela - levantou-se para falar. Ele começou imediatamente a exigir que do Rosário, que estava se preparando para deixar a câmara, permanecesse para ouvi-lo, gritando: "Não, Maria do Rosário, não saia! Fique aqui, Maria do Rosário. Fique!". Referindo-se às declarações dela sobre o uso bem documentado de estupro pela ditadura militar contra os opositores do sexo feminino, ele gritou: "Eu não te estupraria. Você não merece.". O significado era claro, particularmente no português original: Enquanto algumas mulheres são boas o suficiente para serem tão abençoadas, do Rosário não era boa o suficiente para merecer a sua violação.




Como ela moveu-se para deixar a câmara, ele novamente, com raiva, gritou diretamente para ela: "fique aqui para ouvir isso". Depois que ela saiu, ele fez zombarias dizendo "ela correu para fora daqui". O lançamento do relatório coincidiu com o Dia Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas. Referindo-se a isso, Bolsonaro disse que deveria ser chamado de "o dia dos vagabundos."
É chocante e repugnante o suficiente dizer a uma mulher - no Congresso da grande nação a que ela serve - que não vale a pena estuprá-la. O que torna ainda mais revoltante é que esta é a segunda vez que Bolsonaro diz isso a ela. No primeiro ano dela servindo o Congresso, ele gritou em um corredor lotado que ela nem sequer merecia ser estuprada por ele. Em seguida, a chamou de "vagabunda". E nesse momento, como se não bastasse, ele também a empurrou e em seguida, disse-lhe "chora! Vai chorar"- tudo na frente de jornalistas que filmaram todo o episódio:




Após o discurso desta semana, Bolsonaro foi para o Twitter onde alegremente se gabava de seu ataque. Postou orgulhosamente um vídeo do discurso do "estupro" de terça-feira, bem como do incidente anterior, onde a empurrou, e escreveu - referindo-se a si mesmo na terceira pessoa - "Depois de mentir sobre o período militar, Bolsonaro coloca Maria do Rosário em seu devido lugar".




O site pessoal de Bolsonaro também mostra agora proeminentemente o mesmo vídeo no topo da página. Ele está claramente orgulhoso de todo esse comportamento.
Esta manhã, do Rosário disse ao The Intercept que enquanto geralmente está disposta a falar publicamente sobre todos os assuntos, ela estava preocupada com sua segurança e temia falar mais sobre o episódio, porque tem sido alvo de ameaças generalizadas. Ela disse que estava recebendo inúmeras chamadas ameaçando violência contra ela. Ela, no entanto, jurou na mídia brasileira que vai processar Bolsonaro. Suas preocupações são compreensíveis, para dizer o mínimo: em setembro do ano passado, Bolsonaro deu um soco em um senador depois que de tentar invadir um evento sem convite.
Em entrevista dada hoje ao The Intercept, Bolsonaro, apesar de se gabar de ambos os incidentes e da clareza dos vídeos, negou ter sugerido que do Rosário estava abaixo de ser estuprada, perguntando: "Você acha que ela é boa o suficiente para ser estuprada"? Ele também negou tê-la empurrado, alegando que ela o empurrou primeiro. Quando perguntado se se arrependia de chamá-la de "vagabunda", ele recusou-se a responder e em seguida, com raiva, alegou que ela o chamou primeiro de "estuprador" (não há nenhuma evidência de que ela tenha feito qualquer coisa semelhante, embora ela tenha mencionado o fato indiscutível de que o regime militar submetia adversários do sexo feminino ao estupro e outras violências). Ele disse que tudo isso foi um subproduto do desejo do PT de "se fazer de vítima."
A atual Ministra dos Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres do país emitiu um comunicado ontem dizendo: "É incrível que um congressista use sua posição para gerar ódio e incitar um crime que humilha e degrada as mulheres."
Toda grande democracia tem sua parcela de fanáticos odiosos e cretinos entre os seus representantes eleitos - os EUA tiveram mais do que mereciam - mas Bolsonaro é uma vergonha nacional única. Ele tem uma longa história de racismo revoltante, homofobia e outras formas variadas de fanatismo que só se espera de um admirador da ditadura militar.
Em 2011, ele disse em uma entrevista que prefere que seu filho morra em um acidente de carro do que ser gay. Em um trecho de 90 segundos de uma entrevista do correspondente da BBC Stephen Fry, ele responde sobre os assassinatos de adolescentes brasileiros gays e ataques anti-gay frequentes declarando a Fry que "não há homofobia no Brasil", alegando que 90% das vítimas gays morrem em "locais de uso de drogas e prostituição ou são mortos por seu próprio parceiro." Ele acrescentou que o movimento LGBT é somente para a conversão de crianças brasileiras à homossexualidade e para futuro recrutamento sexual.
No mesmo ano, durante uma aparição em um programa de televisão, ele foi perguntado por uma famosa atriz afro-brasileira, Preta Gil, sobre o que faria se seu filho se apaixonasse por uma mulher negra, e ele estranhamente respondeu: "Eu não vou discutir promiscuidade". Em seguida, acrescentou que não corre esse risco porque seus filhos "foram muito bem criados", dizendo à atriz que eles "não vivem no tipo de ambiente que você infelizmente vive."
Depois que uma senadora do partido de esquerda PSOL (que inclui o proeminente congressista gay Jean Wyllys) solicitou que fosse investigado, Bolsonaro disse que o PSOL era "um partido de idiotas e bichas". Ele acrescentou que iria responder a ela "com papel higiênico", perguntou com sensibilidade simulada se havia" ferido sua feminilidade", e disse que ela não é como a maioria das mulheres brasileiras. Quando uma repórter de televisão perguntou-lhe sobre a investigação da ditadura no início deste ano, ele gritou que ela era uma "idiota ignorante" e disse que não estava autorizada a falar mais. Quando a presidente Dilma Rousseff defendeu um programa para ensinar crianças em idade escolar a respeitar gays, ele sugeriu fortemente que era porque ela é lésbica ("pare de mentir", disse ele no Congresso, e "admitia seu amor para com os homossexuais"). No ano passado, ele chamou a ministra de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, de "um grande sapatão."
Em certo sentido, Bolsonaro é a face mais extrema e repelente de uma tentativa da direita reacionária liderada pelos evangélicos de arrastar o país para décadas atrás, exatamente na direção oposta da maioria dos outros países civilizados. Apesar do histórico notório do país de abuso violento por parte da polícia, ele disse expressamente que "defende a tortura" para traficantes e sequestradores, e que "não tenham direitos humanos". O jornalista do Brasil Andrew Downie, detalhando incidente desta semana, descreve adequadamente Bolsonaro como "um homem odioso que talvez mais do que qualquer outra pessoa exemplifica o lado do retrocesso do Brasil que ainda é uma presença enorme e tragicamente preocupante nesta grande nação."
Um de seus projetos atuais é o apoio de um projeto de lei para proibir casais do mesmo sexo de adotar crianças. Quando perguntado pelo The Intercept sobre isso, ele disse: "Se você quer tanto um bebê, por que você não vai e alugar a barriga de uma mulher?" Ele acrescentou: "Não se preocupe, em breve os homossexuais poderão ter um útero implantado neles e então você pode ter um bebê."
Em um país em que a pobreza extrema (embora muito diminuída) ainda é generalizada, e em que inúmeras crianças são órfãs, vivem na rua ou terrivelmente negligenciadas, privá-las de carinho, amor e um lar estável é nada menos do que demência. Subordinar o bem-estar das crianças mais necessitadas ao fanatismo e dogmas religiosos é simplesmente mal. Isso é Jair Bolsonaro, mas essa mentalidade também é, infelizmente, comum em muitas culturas e sociedades, certamente incluindo os EUA.
Mas o que não é comum, o que merece desprezo universal e condenação, é o comportamento de Bolsonaro de misoginia repugnante e, obviamente, ameaçadora a uma colega do Congresso de uma das maiores democracias do mundo. Em resposta ao seu assalto a do Rosário, quatro partidos do Brasil, incluindo o PT de Dilma Rousseff, exigiram sua expulsão da casa. Bolsonaro zombou desse movimento, dizendo ao The Intercept que o pedido veio apenas a partir de "partidos de esquerda que idolatram Fidel Castro, Che Guevara e Hugo Chávez." Mas qualquer outra ação, a não ser a expulsão, iria enviar uma mensagem de que este tipo de comportamento repulsivamente misógino é aceitável no Congresso do Brasil.

Stephen Hawking: Inteligência Artificial Pode Acabar Com a Humanidade



O físico teórico britânico Stephen Hawking acredita que o desenvolvimento da inteligência artificial pode significar o fim da humanidade.

Em uma entrevista à BBC, o cientista disse que esta tecnologia pode evoluir rapidamente e superar a humanidade, um cenário citado em filmes de ficção científica como "O Exterminador do Futuro" e "Blade Runner".

"As formas primitivas da inteligência artificial que já temos demonstraram ser muito úteis. Mas acredito que o completo desenvolvimento da inteligência artificial pode significar o fim da raça humana", disse o professor em uma entrevista à BBC transmitida na terça-feira.

"Quando os seres humanos desenvolverem completamente a inteligência artificial, ela pode progredir por si mesma, e se redesenhar a um ritmo cada vez maior", explicou.

"Os seres humanos, que estão limitados pela lenta evolução biológica, não poderão competir e serão substituídos", disse Hawking, considerado um dos cientistas vivos mais brilhantes.

Isso não impede que Hawking, que está em uma cadeira de rodas por culpa de uma esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa, e que fala com a ajuda de um sintetizador de voz, seja um entusiasta das modernas tecnologias de comunicação.

Hawking lembrou que foi uma das primeiras pessoas a se conectar à internet e disse que ela forneceu benefícios, mas também prejuízos, citando a advertência do novo chefe da agência de espionagem eletrônica britânica de que a rede havia se convertido em um centro de comando para criminosos e terroristas.

"As empresas de internet têm que fazer mais para contrabalançar a ameaça, mas a dificuldade é fazer isso sem sacrificar a liberdade e a privacidade", disse Hawking, de 72 anos.

Hawking testou na terça-feira (2) um novo programa desenvolvido pela Intel que incorpora um texto previsível que lhe permitirá escrever mais rápido. Ele estará disponível on-line para ajudar as pessoas com doenças motoras.

Embora tenha recebido com satisfação as melhorias, o cientista disse que havia decidido não mudar sua voz robótica.

"Converteu-se em minha marca e não a mudaria por uma voz mais natural com um sotaque britânico", disse à BBC.

"Disseram-me que as crianças que precisam de uma voz de computador querem uma como a minha", afirmou.


FONTE: AFP / Yahoo

Imprensa Internacional Mira Aécio; E a Brasileira, Por Quê Não?



O Brasil vive um momento tenso - ou hilário? Enquanto quase 52% da população elegeu legitimamente Dilma Rousseff (PT) para mais quatro anos de governo, os 48% que votaram em Aécio (PSDB) estão divididos.

A maior parte se convenceu de que Aécio perdeu as eleições e que o povo é quem manda; uma minoria entrou em uma espiral de loucura digna de camisa de força. Liderados pelo músico ligado ao Comando Vermelho Lobão, que agora ostenta uma barba à la Bin Laden, esses indivíduos têm a cara de pau de irem às ruas pedirem pelo fim da democracia no país e a volta da ditadura (financiada pelos EUA) que calou o povo durante 21 anos entre 1964 e 1985.

Para piorar, Aécio Neves tem sido mostrado pela mídia brasileira como "o salvador da pátria", "o homem que deveria ter ganho" e quem acabaria com "a corrupção que assola o país". A imprensa fez a mesma coisa com Collor - que acabou sendo alvo de um Impeachment por causa de uma Elba - e FHC - que vendeu o país aos EUA e firmou um pacto dizendo que o Brasil não desenvolveria tecnologias.

Até aí, parece que não há nada de errado com Aécio. É neto de Tancredo Neves, filho de um senador. Mas essa é a capa protetora que a mídia brasileira lhe deu. No cenário internacional, Aécio é visto como um dos maiores traficantes de drogas do país e responsável por diversos escândalos de corrupção.

Em 14 de outubro de 2014, a Telesur escreveu:

OS ESCÂNDALOS DO CANDIDATO BRASILEIRO AÉCIO NEVES

Desde que foi selecionado para disputar o segundo turno das eleições presidenciais em 26 de outubro, o candidato da direita, Aécio Neves, tentou fugir de graves acusações de corrupção e tráfico de drogas. 
Entre os vários escândalos polêmicos em que seu nome foi mencionado, um envolve um helicóptero pertencente à empresa de Neves, Agropecuária Limeira, que carregava 450kg de cocaína e foi apreendido pela Polícia Federal do Espírito Santo, no Sudeste do país, em 2013.
O helicóptero pertencia ao deputado Gustavo Perella, filho do senador e ex-presidente do time de futebol  Cruzeiro, Zezé Perella, ambos aliados políticos de Neves, também ex-governador da região. Perella foi recentemente libertado da prisão depois de afirmar que os funcionários da Agropecuária Limeira, junto com outros três cúmplices, pegaram o veículo sem autorização.
"A imprensa encobre com um critério inexplicável o que poderia ser o maior escândalo da última década", argumentou o jornalista Miguel do Rosário.
No entanto, o caso do helicóptero só seria a ponta do iceberg. O Ministério Público de Minas Gerais está investigando a eventual atribuição ilegal de contratos para a empresa Agropecuária Limeira, enquanto Neves estava governando neste estado. Esses contratos incluem a compra da propriedade Guará, onde o helicóptero foi apreendido. O aeroporto onde desembarcou o helicóptero está sob suspeita de ter sido construído com fundos públicos em 2010 - o último ano de Neves à frente de Minas Gerais, de acordo com o Pulzo.com, em uma propriedade pertencente a um tio-avô. 
Até agora, o candidato só reconheceu ter usado a pista clandestina em algumas oportunidades, durante viagens de família ou negócios.


Em 26 de outubro de 2014, o International Business Times completou:


ELEIÇÕES NO BRASIL: AÉCIO NEVES ESCONDE IMAGEM DE PLAYBOY COM ABERTURA DAS URNAS

Aécio Neves está esperando pôr fim a 12 anos de mandato da esquerda em uma eleição muito acirrada com a atual presidente Dilma Rousseff.
O ex-governador de Minas Gerais prometeu revitalizar a economia brasileira. "Ele é a mudança para o Brasil", promete um dos vídeos da campanha de Neves.
As classes médias brasileiras são atraídas para Neves, do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), que vem de um fundo político estabelecido.
Seu avô Tancredo ganhou a presidência em 1985, mas morreu antes de tomar posse. Seu pai era também um congressista durante a ditadura militar que terminou em 1985.
A reputação do político como candidato presidencial conservador foi posta em xeque pela sua atuação na imprensa como um playboy rico, voando para o Rio para festas de fim de semana e fotografando com atrizes e modelos.
Durante a campanha, Neves tentou parar os motores de busca na internet de produzirem links para notícias sobre seu suposto uso de drogas e uso indevido de fundos públicos. Ele também é acusado por jornalistas em seu estado natal de censurar seus artigos.
De acordo com a TeleSur, Neves tem enfrentado acusações de corrupção e tráfico de drogas.
No sábado, Neves fez campanha em seu estado natal de Minas Gerais, onde teve dois mandatos como governador, e fez uma visita ao túmulo de seu avô.
"Eles são muito privilegiados, a família mais rica da cidade", disse Murilo Benevides, um vizinho idoso que possui uma loja de bicicletas a apenas 50 metros da casa dos Neves. "Nós não nos misturamos com eles. Eles são ricos e nós somos pobres", disse ao Guardian.
Em contrapartida, a atual presidente Dilma Rousseff é uma ex-guerrilheira que foi presa e torturada na década de 1970 por seus esforços para derrubar a ditadura militar.


A imprensa brasileira definitivamente tem algo muito podre em seu âmago. Felizmente muitas figuras antes associadas ao elitismo branco estão se desapegando de suas idéias ultrapassadas e vendo o poder do Brasil como nação no cenário mundial e seu crescimento - econômico, social e político - na última década.

Jô Soares, uma das mentes mais fechadas da TV nacional, já foi capaz de reconhecer isso.




Jô já havia defendido Fidel Castro em maio de 2014, mostrando que ao contrário da elite branca escravista, percebeu que se há pobreza em Cuba não é por culpa de Fidel - que conseguiu elevar seu país ao primeiro lugar do mundo em saúde e educação - e sim dos EUA, que embargou a ilha em 1959.

É uma questão de bom senso. Associar governo de esquerda, que pensa no povo, com ditadura contra a elite é uma idiotice de tamanho mor. Crer em uma imprensa que só mostra o que lhe convém, é digno de internação.
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